Samstag, 25. April 2009
20. Dia - Castrojeriz - Boadilla del Camino
A esta altura do campeonato, já havíamos aprendido que para fugir da fúria dos “turigrinos” (turistas travestidos de peregrinos) deveríamos, sempre que possível, fazer etapas diferentes daquelas descritas nos guias mais comuns. E a escolha por Boadilla Del Camino como etapa final foi justamente por isso, e por contar com bons refúgios.
A partida de Castrojeriz é triste, pois a cidade tem um clima tranqüilo, e deixamos para trás uma excelente pessoa, Juanjo. Logo se vê a subida a enfrentar, com certeza o mais difícil do dia. A subida se dá devagar, mas constante. Lá no topo, vemos Castrojeriz ainda a emergir da neblina. Do outro lado, no horizonte, os já comuns moinhos de energia.
A descida, logo em seguida, é perigoso, pois há muitos pedregulhos. Depois disso, só caminhamos no plano. Há de se provimentar em Castrojeriz, pois haverá apenas uma cidade até o final, com possibilidade de alimentar-se, em Itero de La Vega. Antes desta cidade, cruza-se uma antiga ponte românica, construída na época de Alfonso VI, sob o rio Pisuerga, fronteira entre a província de Burgos e Palencia, a qual adentramos trás deixar um marco. Ah, e digno de nota é a capela de San Nicolas, logo antes da ponte, onde, segundo meu guia, no verão torna-se um refúgio de peregrinos.
Seguimos direto a Itero de La Vega, na chamada Terra de Campos, para uma provisional parada para un café con leche. Em seguida, continuamos, sabendo que teríamos quase 9 km diretos, sem possibilidade de parada. E o sol estava pegando. É a Terra de Campos no seu esplendor: um caminho seco, de pedras, sem sombra nem fontes d’água. Há que se cuidar. Mas chegamos inteiros em Boadilla, e ficamos no Albergue “Em el Camino”, muito bem cuidado e grande, com jantar e enorme jardim, com direito à estátua de peregrinos. Fica ao lado da enorme igreja, onde também há um enorme “rolo”, um obelisco medieval onde era colocada as leis da cidade.
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Mittwoch, 15. April 2009
19. Dia - Hornillos del Camino - Castrojeriz
Uma etapa bem tranqüila. Dessa vez, um dia sem chuva - o primeiro, talvez? Ainda assim, andamos todo o tempo com nossas calças impermeáveis – vulgo calça de motoboy. O sol não foi muito duro, ainda bem, pois nos 20 km da etapa, só na metade tem um pueblo onde podemos sentar e descansar um pouco, tomar aquele já famoso café con leche grande, comer um bocadillo e encher as garrafas d’água.
| Von Castrojeriz |
Em seguida, algo bem curioso. Saímos do pueblo, com as baterias recarregadas, e seguimos pela trilha – nunca pela carretera! – em direção a Castrojeriz. No meio do trajeto, de repente surge um cara vindo na direção contrária. Até aí não seria algo incomum, ainda há muitos que fazem o Caminho ida e volta a pé, como na idade média. Porém, o sujeito, que depois revelou-se australiano, carregava um didgeridoo. O que é isso? Também foi minha pergunta. É um instrumento dos aborígenes do norte da Austrália. Um cano longo de madeira, e soa como um daqueles cornos que os nossos caubóis têm por aqui. Enfim, o rapaz conversou conosco e ficou todo alegre quando soube que éramos mãe e filho no Caminho. A foto prova isso.
| Von Castrojeriz |
Em seguida, já na carretera – não há outra opção – caminhamos por debaixo dos arcos das ruínas do Convento de San Antón, importante ponto do Caminho na Idade Média, onde eram tratados os peregrinos enfermos e entregue comida àqueles que passavam por ali. Não sei porque, mas dá um frio na espinha ao se passar por ali.
| Von Castrojeriz |
Logo depois, Castrojeriz já está à vista. O calafrio das ruínas logo se transforma em tranqüilidade neste pueblo, que se estica ao longo do Caminho e ao redor de um morro, com ruínas de um castelo no topo. Há 3 grandes igrejas e 3 albergues, além de um convento de Clarissas que fazem doces divinos – sem trocadilho, minha mãe que o diga. Mas a maior surpresa foi conhecer o Juanjo, hospitaleiro do refúgio em que ficamos. Extremamente simpático e dedicado aos peregrinos, sua casa é aconchegante e repõe as energias dos peregrinos. Ficamos muito gratos pela sua ajuda.
| Von Castrojeriz |
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Sonntag, 12. April 2009
17o e 18o Dias - Burgos - Hornillos del Camino
No dia seguinte partimos. O Caminho passa pelo parque onde fica o antigo albergue, e ao lado - algo que os hospitaleiros mui inteligentes não puderam dizer - fica o Monastério de Las Huelgas, também muito interessante. (Ou seja, há três locais de extrema beleza e história em Burgos: a Catedral, a Cartuxa e esse Monastério. Só por esses, vale a pena enfrentar as dificuldades de Burgos, e quem "salta" essa etapa é no mínimo ignorante, no sentido cultural.) A manhã foi de chuvisco, até parecia garoa paulista.
Não muito adiante há uma boa confusão de sinalização, devido à construção do viaduto da Autovia Camino de Santiago, que ironicamente passa exatamente por cima do antigo Caminho. Há de se fazer desvios, passar por debaixo de dois túneis sob rodovias e depois por debaixo do grande viaduto da Autovia para finalmente chegar na estrada que leva a Tardajos, onde há um cruzeiro antigo, um albergue municipal e bares e padaria.
Não muito longe, Rabé de las Calzadas também conta com um albergue privado. Faz-se útil uma parada aqui, pois depois há um trecho relativamente longo até Hornillos, entre campos e pasto de ovelhas, e ainda os famosos montinhos de pedra feitos pelos peregrinos. Avista-se Hornillos do alto de uma forte descida, portanto cuidado. Hornillos é uma cidade itinerária, desenvolvida ao longo do Caminho. O Albergue é muito bom, e se enche ainda há uma casa da prefeitura com 20 camas. Vale a pena visitar a Igreja também.
Segue o mapa do trecho, porém cabe ressaltar que um ano depois o trecho de travessia da Autovia deve ter sido alterado.
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Montag, 18. August 2008
E cá estão as fotos
Abracos
Sonntag, 22. Juni 2008
16o Dia - Atapuerca - Burgos
Em primeiro lugar, muitos falaram que a Serra de Atapuerca era demasiada difícil, mas foi "apenas" mais uma serra; pelo menos era interessante, pois por ali que estavam as covas dos mais antigos ossos humanos já encontrados. Passamos por mais um grupo de ovelhas pastando calmamente e um campo com pedras (abundantes neste trecho) dispostas em forma de redemoinho, o que estimulava os peregrinos mais alegres a caminhar sobre as pedras antes de continuar o a trilha. Vai entender.
No auge da serra, uma bela vista de Burgos, com as agulhas da catedral já à vista. Isso faz pensar que a cidade está logo ali, mais um engano.
Ao fim da serra, deve-se escolher entre dois caminhos para entrar em Burgos, ou através de Villafria ou Castanares. Já nas etapas anteriores os peregrinos comentam muito que a chegada em Burgos é feia pois se caminha pela área urbana, ou seja, estradas e ruas. E o peregrino "tradicional" deve ter ojeriza a asfalto; hoje, depois de tudo, penso que quem tinha esse papo estava na verdade justificando o fato de pegar um ônibus assim que pudesse para "escapar" do asfalto e da caminhada monótona e entre carros e indústrias. E olha que muita gente fazia isso...
Enfim, no final das contas nao fizemos nem uma coisa nem outra. Segui o conselho do meu guia e seguimos em direcao a Castanares. Percorremos um longo e duro trecho ao lado do novo e deserto aeroporto de Burgos, na mais cruel lama que encontramos. Deve ter sido uns 5km pela via que os caminhoes usam para as obras do entorno do aeroporto, até chegar em Castanares. Nesse ponto, o guia aconselha a atravessar a estrada que cruza a cidade e segue até Burgos, abandonando o trecho para os peregrinos que corre paralelo à estrada, e seguir pelo parque ao sul de Burgos, junto ao rio Arlazón. Assim o fizemos, e, no mapa do guia, parece curto. Mas levamos muito tempo até chegar na cidade, apesar de ouvir os sinos da catedral.
Entao, uma vez em frente da catedral, cansadíssimos, com frio e agora debaixo de chuva, procurávamos o albergue. Se o guia acertou no caminho até Burgos - evitamos a área urbana e caminhamos por um belo parque -, errou sobre o albergue, pois falava que havia um novo, ao lado da catedral. Andamos pra lá e pra cá, e nada de albergue. Seguimos para o "antigo", só para descobrir que ficava quase dois quilômetros da catedral, no meio de outro parque. Chegamos lá quebrados - a esta altura eu já estava com tendinite nas duas pernas - um pouco antes das 18hs, o que é perigoso, pois normalmente a essa hora os albergues já estao completos. Mas este era grande - quase 100 camas - e conseguimos camas. Mas é um péssimo albergue, sem água quente, sem cobertor e sem calefacao. E nao nos deixaram ficar mais um dia, mesmo com dores e diversas bolhas. Ficamos mais um dia em Burgos, mas tivemos que achar uma pensao, pois simplesmente nao há mais nenhum albergue - nem considero o albergue do convento, pois só tinha 18 camas, insuficiente para a quantidade de peregrinos que passam por Burgos.
Burgos tem uma catedral incrível, completamente reformada, dois mosteiros interessantes - Cartuja de Miraflores e de las Huelgas - ruínas de um castelo, igrejas e muralhas, e séculos de história e de hospitalidade a peregrinos, mas o fato é que fomos muito mal recebidos na cidade e nao achamos infra-estrutura decente para os peregrinos. Só espero que depois da inauguracao do novo albergue a coisa melhore.
Segue nosso caminho alternativo, evitando a área urbana de Burgos:
Exibir mapa ampliado
Samstag, 21. Juni 2008
Romance de Don Gaiferos
Segue o trecho (completo) do Romance de Don Gaiferos, uma cantiga popular galega:
I onde vai aquil romeiro, meu romeiro a donde irá,
camiño de Compostela, non sei se alí chegará.
Os pés leva cheos de sangue, xa non pode máis andar,
malpocado, probe vello, non sei se alí chegará.
Ten longas e brancas barbas, ollos de doce mirar,
-I onde ides meu romeiro, onde queredes chegar?
Camiño de Compostela donde teño o meu fogar.
-Compostela é miña terra, deixeina sete anos hai,
relucinte en sete soles, brilante como un altar.
-Cóllase a min meu velliño, vamos xuntos camiñar,
eu son trobeiro das trobas da Virxe de Bonaval.
-I eu chámome don Gaiferos, Gaiferos de Mormaltán,
se agora non teño forzas, meu Santiago mas dará.
Chegaron a Compostela, foron á Catedral,
Ai, desta maneira falou Gaiferos de Mormaltán:
-Gracias meu señor Santiago, aos vosos pés me tes xa,
si queres tirarme a vida, pódesma señor tirar,
porque morrerei contento nesta santa Catedral.
E o vello das brancas barbas caíu tendido no chan,
Pechou os seus ollos verdes, verdes como a auga do mar.
O bispo que esto oíu, alí o mandou enterrar
E así morreu señores, Gaiferos de Mormaltán.
Iste é un dos moito miragres que Santiago Apóstol fai.
Mittwoch, 28. Mai 2008
15o Dia - Villafranca Montes de Oca - Atapuerca
O dia seguinte, para Burgos, foi um dos mais puxados.
abraços
Na terrinha
Abraços
Sonntag, 25. Mai 2008
Donnerstag, 22. Mai 2008
Campus Stellae
Como tenho agora outras coisas mais interessantes pra fazer, farei atualizaçoes ainda mais lentamente, mas antes de voltar quero colocar já tudo no blog.
Abraços.
Enfim, na Catedral
A caminho da meta
A Meta alcançada, em 4 fotos
Montag, 5. Mai 2008
Fotos
Carreguei algumas fotos, mas parei antes de Burgos, pois sao muitas, e tenho apenas mais 2 horas de Astorga, antes do toque de recolher do albergue. Amanha, Rabanal del Camino, a 23km.
E fica uma bela foto da saída de León.
Samstag, 3. Mai 2008
14o Dia - Viloria de Rioja - Villafranca Montes de Oca
Com muitos pueblos no caminho, nao seria complicado. Chegamos em Belorado, tomamos nosso cafe con leche e seguimos. Passamos por Tosantos, com uma ermita no alto de um rochedo, numa cova.
Depois por Villambistia e Espinosa del Camino, com mais um cafe con leche. Até entao, só chuviscos, suficiente pra molhar tudo e enlamear todo o trajeto. Mas chegamos inteiros em Villafranca.
O interessante do dia seria a neve (!!!) que caiu no fim de tarde. Neve! Na primavera. E logo depois sol, depois chuva, com um pouco de sol. Tempo louco, bem louco. Mas nada que nos impediria de continuar.
Abraços.
13o Dia - Sto. Domingo - Viloria de Rioja
Enfim, saímos de Santo Domingo com o intuito de andar 23km até Belorado. Já antes de cruzar o rio Oja (que dá nome à regiao, La Rioja), vimos a chuva no horizonte e colocamos nossas capas de mochila e nossas enormes capas de chuva. Mas chegamos a Grañón secos. Pedimos nossos tradicionais cafe con leche grandes, no bar Cuatro Cantoñes, ouvindo música espanhola nos anos 60. Até aí tudo bem. A saída de Grañón era uma descida, em direçao a mais um campo de trigo. Já de cara, um vento bem forte, de gelar osso. Seguimos. O vento vinha de todo o lado, e minha capa parecia uma bandeira ao vento. Aliás, me sentia o próprio Batman (a capa é azul escura) no topo de um prédio. E segue caminho, e segue vento. Subida, e chegamos na fronteira entre La Rioja e Castilla y León. Um enorme monolito de informaçoes balançava, e a esta altura, nao conseguia fica parado, pois o vento empurrava, e nem o cajado ajudava. Já xingava o vento. Pra que... Lá de cima, avistávamos Redecilla del Camino, primeiro pueblo de Castilla. E na descida, pingos de chuva. A capa de chuva já estava rasgando, tamanha a ventania. E nao ia adiantar se chovesse. E choveu. Assim que chegamos no pueblo, caiu um toró, mas entramos a tempo na Oficina de Turismo. Conversamos com a moça, comprei mais um cajado pra mim, comemos um pouco, e assim como começou, acabou rapidamente a chuva. Chuva de primavera. Ensaiamos continuar, afinal brilhava o sol, mas de novo, tome chuva. Esperamos. Sol. Chuva. Sol, chuva. parecia brincadeira. Nao, continuemos. Só 2 km pro próximo pueblo. Saímos, no sol, apressadamente, e chegamos em Castidelgado já na chuva. Ficamos num estábulo com um casal de franceses e duas alemas, com quem encontaríamos sempre. 5 minutos, e dá-lhe sol. Saímos, e nem 5 minutos chuva. Decidimos ir adiante, já estávamos molhados mesmo, e até Viloria era mais 2km. E eu que xinguei o vento. Até Viloria, era pelo acostamento de uma estrada local. E no meio do caminho, nao bastasse vento de empurrar, chuva na cara, começa granizo. E desta vez, nao passou rápido, nos acompanhou até Viloria.
Sabíamos que tinha um refúgio lá, organizado por um brasileiro e sua mulher italiana. Tinha que mandar lembranças pra eles mesmo. Mas estava fechado. Achamos uma garagem, pra descansar e esperar as 14h, talvez abrisse, pensamos. E nada. Chegam as alemas, ensopadas. Eu, nervoso. Tenho a idéia de ligar pro número que em no guia. Nada, número inexistente. Tento no outro. Nada, ninguém atende. E dá-lhe chuva. Um pouco de discussao, e eu continuava ligando, até que Orietta atendeu. Estava no banho, e abriu a porta. Acácio, o brasileiro, foi pro Brasil no dia anterior. Mas pudemos ficar lá, e assim foi o melhor. O refúgio é lindo, Orietta um amor - nos acolheu muito bem em meio à reforma da casa. Ainda conhecemos o único cavaleiro do Caminho, Jacier, basco. Contou-nos diversos causos do caminho durante o jantar, conversamos bastante com Orietta e dormimos bem. De manha, ainda conhecemos o cavalo do basco, e vimos ele partir pelo Caminho, até nao mais ver. E acompanhamos seus passos gravados no barro até León.
Enfim, passamos por um aperto danado, mas o resto do dia compensou. Assim é o Caminho. Quando você menos espera e mais precisa, algo de bom acontece.
Abraços.
Homenagens
Explico fácil a foto acima. Minha irmä ligou ontem de noite, ainda quando estávamos em León. Entre outras coisas, disse que meu excelentíssimo tio estava acompanhando este humilde e desatualizado blog, o que me deixou extremamente feliz. E hoje de manha, depois de alguns quilómetros caminhados de León, no pueblo de Virgen del Camino, caminho diretamente ao outdoor na foto. Em seguida, era propaganda em todo o lugar. Enfim, para mim, um sinal para mandar um abraço ao querido tio Tuco, à sua família, e por quê nao, à Botucatu.
E ainda, posso aproveitar o simpático tucano para mandar um abraço a uma grande amiga de alma tucana, que se silenciou nos últimos tempos. Beijos.
E abraços.
Villar de Mazarife - a barreira dos 500km
Boa notícia, estamos bem, muito bem. Um dia em León foi bom demais, o tempo dá dando um tempo, e estamos descansados. E ainda quebramos a barreira dos 500 km, que será comemorada com uma sidra asturiana El Gaitero, original, nao a argentina que vende em SP.
Má notícia, a temporada começou, muita gente no caminho, maos-leves inclusos. Talvez o pior seja a quantidade de alemaes que tem por aqui, por causa de um livro sobre o Caminho, feito por um comediante. O mesmo efeito que teve Paulo Coelho com os brasileiros 20 anos atrás. (obs.: entretanto, fizemos excelentes amizades com alemaes, mas a quantidade que tem de alemao, tem muito idiota e folgado também).
Dienstag, 29. April 2008
12o Dia - Azofra - Santo Domingo de la Calzada
A cidade realmente é bem legal, o albergue parroquial muito bom, mas a catedral infelizmente estava em obras e nao podemos ver o galinheiro que fica dentro. Porém, os galos e galinhas de fina estirpe que ficam dentro da igreja sao cuidados no jardim do albergue e lá estavam, cacarejando o dia inteiro.
O dia seguinte reservava aventuras. A seguir.
abraços.
Sobre El Burgo Ranero
Mas nao é esse o ponto. Tem um aviso no albergue que a igreja fica aberta até as 18h30. Oba, pensei, vai ser a primeira igreja do tipo que visito. O aviso continua: há também o charco da räs para visitar, para ouvir o concerto de coachar (?). E de graça. Hein? Bem, fui comprar o vinho, depois fui ver a igreja, que obviamente estava fechada, e na volta, me deparo com uma lagoa, bem no meio do pueblo, mais para um pântano na verdade, e realmente um concerto de coachares - as räs nao se dá pra ver, infelizmente.
E descubro entao, que o nome do pueblo tem a ver com as räs - Rañero, das räs...

